Liberdade

A Lei de Moisés estabelecia regras para a libertação de servos hebreus. Um servo hebreu, comprado, deveria servir por seis anos e no sétimo ano sairia “forro, de graça” (Êxodo 21:2; Deuteronômio 15:12). Se um homem vendesse sua filha como serva, ela não sairia nas mesmas condições que os servos homens (Êxodo 21:7). Contudo, se ela não agradasse ao seu senhor, ele deveria permitir que fosse resgatada, não podendo vendê-la a um povo estrangeiro (Êxodo 21:8). A Lei também proibia que um irmão empobrecido fosse feito escravo, devendo servir como assalariado (Levítico 25:39). Se um estrangeiro se tornasse rico e um hebreu empobrecido se vendesse a ele, também havia regras para seu resgate (Levítico 25:47).

No direito romano, havia uma distinção entre o “nascido livre” (ingenuus) e o “liberto” (libertinus), que era um escravo manumitido. O liberto não possuía os mesmos direitos que o nascido livre. O apóstolo Paulo, por exemplo, era um cidadão romano de nascimento (Atos 22:28; Atos 21:39), o que lhe conferia certos direitos e proteções. Ele invocou sua cidadania romana para evitar ser açoitado sem condenação (Atos 16:37; Atos 22:25), demonstrando a importância desse status para sua liberdade e segurança.

Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.

Veja também
EscravidãoServoCidadania