Roubo

O roubo, a apropriação de bens alheios, muitas vezes com uso de força ou ameaça, era uma prática comum entre tribos nômades do Oriente desde os tempos de Ismael, que é descrito como tendo a mão contra todos (Gênesis 16:12). Os sabeus e caldeus, por exemplo, roubaram os bens de Jó e mataram seus servos (Jó 1:15, 17). Os homens de Siquém também praticavam roubos, emboscando viajantes (Juízes 9:25).

A Lei Mosaica tratava o roubo com seriedade. A legislação sobre furto e restituição é encontrada em passagens como Êxodo 22. O sequestro de pessoas era punível com a morte (Êxodo 21:16; Deuteronômio 24:7), e a invasão de direitos sobre a terra era estritamente proibida (Deuteronômio 27:17; Isaías 5:8; Miqueias 2:2). O profeta Oseias lamenta a prevalência do roubo e da violência em sua época (Oseias 4:2; 6:9).

No tempo de Jesus, a Judeia era infestada por salteadores. A parábola do Bom Samaritano ilustra um homem que caiu nas mãos de ladrões, sendo despojado e espancado (Lucas 10:30). Barrabás, que foi solto em vez de Jesus, é descrito como um salteador (João 18:40).

Em Filipenses 2:6, a frase da versão Almeida, “não teve por usurpação ser igual a Deus”, é interpretada por algumas versões modernas como “não considerou o ser igual a Deus algo a que se apegar” ou “não considerou a igualdade com Deus um prêmio a ser retido”, enfatizando a humildade de Cristo. A expressão “roubadores de igrejas” em Atos 19:37 é mais precisamente traduzida como “roubadores de templos”, referindo-se ao sacrilégio de roubar objetos sagrados do templo de Diana em Éfeso.

Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897) · Smith's Bible Dictionary (1863), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.

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