Com o ebola no Quênia, ministério cristão pede oração pelas comunidades da África
Surto da cepa Bundibugyo começou em maio no Congo e já passa de 9.700 casos; a Kenya Hope diz que ainda não há casos nas comunidades que atende
O ministério cristão Kenya Hope pediu oração pelos países da África Oriental e Ocidental atingidos pelo ebola, depois que o vírus chegou ao Quênia em outubro. Segundo a Mission Network News, pelo menos nove pessoas já tiveram a infecção confirmada no país, mas até agora não há casos conhecidos nas comunidades onde o ministério trabalha.
O surto deste ano é causado pela cepa Bundibugyo do vírus. Ele começou em maio na República Democrática do Congo, onde continua se espalhando, passou por Uganda entre maio e agosto, teve um caso isolado na França em junho e chegou ao Quênia e à Nigéria em outubro. De acordo com a Mission Network News, até 23 de outubro eram mais de 9.700 casos confirmados e ao menos 4.727 mortes, uma taxa de letalidade de quase 50%. Uganda foi declarada livre do ebola em agosto, depois de cerca de três meses de trabalho das equipes de saúde.

O primeiro paciente do Quênia era um homem que voltou da República Democrática do Congo para Nairóbi em 3 de outubro e morreu dois dias depois, segundo a rede Al Jazeera. Parte dos casos seguintes foi de profissionais de saúde que cuidaram dele. As autoridades quenianas afirmaram não ter evidência de transmissão comunitária e seguem rastreando os contatos. Não existe vacina nem tratamento específico aprovado para essa cepa.
A Kenya Hope atua no Quênia desde 2003, com ajuda prática, educação e apadrinhamento de crianças. Kristeen VanderWall, diretora de operações do ministério nos Estados Unidos, disse que, em tempos de medo e incerteza, a presença dos cristãos ajuda a dar estabilidade às famílias. “Pode ser difícil, mas Jesus é maior do que isso”, afirmou.
Ela pediu que os cristãos orem para que Deus proteja as comunidades, dê paz em cada situação e faça o atendimento médico chegar às pessoas certas na hora certa. Para quem acompanha de longe, o pedido é por oração pelos doentes, pelas famílias enlutadas e pelos profissionais de saúde que estão na linha de frente.
Com informações de Mission Network News e Al Jazeera.


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