Cortes no Corpo

A prática de fazer cortes no corpo era comum entre povos pagãos, frequentemente associada a rituais idólatras e adoração a falsos deuses, como visto nos profetas de Baal que se retalhavam (1 Reis 18:28). Contudo, Deus proibiu expressamente os israelitas de imitar tais costumes. A Lei de Moisés declarava que os filhos do Senhor não deveriam se cortar nem fazer calva por causa de mortos (Deuteronômio 14:1). Também era proibido fazer lacerações na carne ou imprimir qualquer marca no corpo (Levítico 19:28; 21:5).

Cortes como sinal de luto

Além dos rituais idólatras, os cortes na carne também eram praticados como uma expressão de profunda dor e angústia, especialmente no luto pelos mortos. Essa era uma forma de demonstrar afeto e pesar (Jeremias 16:6). O profeta Jeremias descreve homens de Siquém, Siló e Samaria que vieram com as carnes retalhadas em sinal de luto (Jeremias 41:5). Outras passagens também mencionam sarjaduras nas mãos e barbas rapadas como parte do luto (Jeremias 48:37).

Marcas no corpo

A Bíblia também faz alusões à prática de imprimir marcas no corpo para indicar lealdade a uma divindade ou como um sinal de posse, como mencionado em Apocalipse (13:16; 17:5; 19:20). Em um sentido diferente, o apóstolo Paulo fala sobre carregar em seu corpo as marcas de Jesus (Gálatas 6:17), indicando as cicatrizes e sofrimentos por sua fé.

Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.

Veja também
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