Esterilidade

No contexto bíblico, especialmente entre os judeus, a incapacidade de ter filhos (esterilidade) era considerada um grande infortúnio ou até mesmo um castigo divino. Essa condição causava profunda angústia e opróbrio, como se observa na história de Sarai, esposa de Abrão, que disse: “Eis que o Senhor me tem impedido de ter filhos” (Gênesis 16:2). Raquel também expressou sua aflição a Jacó, dizendo: “Dá-me filhos, senão eu morro” (Gênesis 30:1).

Ana, mãe de Samuel, era provocada por sua rival por ser estéril, pois “o Senhor lhe havia cerrado a madre” (1 Samuel 1:6). Sua oração foi atendida, e ela deu à luz Samuel (1 Samuel 1:27). Outros exemplos de mulheres estéreis na Bíblia incluem Rebeca, que concebeu após a oração de Isaque (Gênesis 25:21), e Léia, que era desprezada enquanto Raquel era estéril (Gênesis 29:31). No Novo Testamento, Isabel, mãe de João Batista, também era considerada estéril e expressou gratidão quando Deus “acabou com o meu opróbrio diante dos homens” (Lucas 1:25).

A esterilidade era frequentemente associada à tristeza e à desolação, enquanto a fertilidade era uma bênção. Isaías fala da perda de filhos como um juízo (Isaías 47:9) e da alegria da mulher desfilhada que se vê com muitos filhos (Isaías 49:21).

Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.

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