Jejuns

A lei mosaica estabelecia apenas um jejum obrigatório: o do Dia da Expiação. No Antigo Testamento, além do Dia da Expiação, são mencionados quatro jejuns anuais observados pelos judeus durante o cativeiro, nos meses quarto, quinto, sétimo e décimo (Zacarias 7:1; 8:19).

Jejuns Públicos

Jejuns públicos eram ocasionalmente proclamados para expressar humilhação nacional e suplicar o favor divino. Em situações de perigo, a proclamação podia ser acompanhada pelo toque de trombetas (Joel 2:1). Exemplos incluem o jejum em Mizpá (1 Samuel 7:6), o convocado por Jeosafá (2 Crônicas 20:3), o lido por Baruque (Jeremias 36:6) e o dos filhos de Israel após o retorno do cativeiro, quando se reuniram com jejum, sacos e terra sobre as cabeças para ouvir a lei e confessar seus pecados (Neemias 9:1).

Jejuns Particulares e no Novo Testamento

Jejuns particulares e ocasionais são reconhecidos na lei (Números 30:13) e eram praticados por indivíduos em momentos de tristeza, aflição ou ansiedade. No Novo Testamento, há referências ao “jejum” (Atos 27:9), geralmente entendido como o Dia da Expiação, e aos jejuns semanais praticados pelos fariseus (Mateus 9:14).

Os jejuns eram observados com diferentes níveis de rigor. Às vezes, havia abstinência total de alimentos, enquanto em outras ocasiões a restrição era apenas a uma dieta simples. Aqueles que jejuavam frequentemente vestiam-se de sacos, rasgavam suas roupas, punham cinzas na cabeça e andavam descalços. O valor do jejum, como sacrifício da vontade pessoal, é expresso no termo antigo da lei: “afligir a alma”.

Verbete da Rádio Aleluia baseado em Smith's Bible Dictionary (1863), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.

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