Lepra

hebraico: tsara'ath; grego: lepra · tsara'ath; lepra

A lepra, em hebraico tsara’ath, que significa “golpe” ou “ferida”, era considerada uma aflição direta da providência divina. O termo grego lepra, de onde vem a palavra em português, refere-se à sua característica escamosa. As descrições da doença e as regulamentações a ela associadas são encontradas em Levítico 13 e 14, e Números 12:10-15.

A doença podia se manifestar de diversas formas, incluindo inchaços, pústulas ou manchas lustrosas na pele (Levítico 13:2). Os leprosos eram obrigados a viver fora do acampamento ou da cidade (Números 5:1-4). Era vista como um castigo severo do Senhor, como nos casos de Miriam (Números 12:10), Geazi (2 Reis 5:27) e Uzias (2 Crônicas 26:20). Naamã, chefe do exército sírio, também era leproso (2 Reis 5:1).

Os leprosos eram socialmente isolados e deviam alertar as pessoas sobre sua condição, gritando “Imundo! Imundo!” (Levítico 13:45). No entanto, algumas passagens sugerem que a doença não era considerada contagiosa em todos os seus estágios, especialmente se cobrisse toda a pele do afligido, tornando-o “limpo” para fins rituais (Levítico 13:12-13).

Espiritualmente, a lepra era vista como um símbolo da corrupção interior do pecado, que desfigura e degrada a natureza humana. Jesus Cristo, em seu ministério, curou leprosos, demonstrando seu poder divino sobre a doença física e, por extensão, sobre o pecado da alma (Mateus 8:2-3; Marcos 1:40-42).

Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.

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