Porco

hazir

O porco (hebraico hazir) era considerado o mais imundo e abominável de todos os animais pela lei mosaica. A proibição de comer carne de porco é mencionada em Levítico 11:7, que explica que, embora tenha a unha fendida, não rumina. Essa restrição visava a pureza do povo de Israel e, possivelmente, tinha considerações dietéticas, já que o consumo de carne de porco em climas quentes era associado a problemas de pele.

A aversão dos judeus ao porco é evidente em passagens como Isaías 65:4 e 66:3, 17, onde o consumo de sua carne é associado a práticas abomináveis. Embora os judeus geralmente não criassem porcos, outras nações em Canaã o faziam. No tempo de Jesus, a presença de manadas de porcos, como a que foi possuída pelos demônios em Gadara (Lucas 8:32-33; Mateus 8:32; Marcos 5:13), sugere que alguns judeus poderiam estar violando a lei ou que essas manadas pertenciam a gentios.

O porco também é usado figurativamente nas Escrituras. Na parábola do Filho Pródigo, o filho se vê obrigado a apascentar porcos e desejava comer as alfarrobas que eles comiam (Lucas 15:15-16). Jesus também adverte: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas” (Mateus 7:6), ecoando a ideia de Provérbios 11:22, que compara uma mulher formosa sem discrição a uma joia de ouro no focinho de uma porca. O javali, uma espécie selvagem de porco, é mencionado em Salmos 80:13 como um animal que devasta a vinha.

Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897) · Smith's Bible Dictionary (1863), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.

Veja também
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