ONU aponta piora dos direitos humanos na Coreia do Norte na última década
Relatório do secretário-geral pede o fim dos campos de prisioneiros políticos e do trabalho forçado e alerta para vigilância com reconhecimento facial

A situação dos direitos humanos na Coreia do Norte piorou em muitos aspectos nos últimos dez anos, segundo relatório do secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgado em 1º de outubro. O documento, que abrange o período de 1º de junho de 2025 a 31 de maio de 2026, foi enviado à 81ª sessão da Assembleia Geral e traz 13 recomendações ao governo norte-coreano, de acordo com o Christian Daily International, que citou a Voz da América.
Entre os pedidos estão o desmantelamento de todos os campos de prisioneiros políticos, o fim das prisões arbitrárias por opinião política ou por origem familiar, o fim imediato da tortura e uma moratória nas execuções, com vistas à abolição da pena de morte. O relatório também pede que cessem todas as formas de trabalho forçado, citando grupos de jovens mobilizados para minas de carvão e obras e o envio de trabalhadores ao exterior. Guterres defendeu que os responsáveis pelas violações sejam investigados e punidos e que vítimas e familiares tenham direito à verdade.
Uma das preocupações destacadas é o uso de tecnologia para vigiar a população. Segundo o documento, o governo instala câmeras com reconhecimento facial em vários locais, inclusive em ambientes de trabalho, e há relatos de monitoramento intenso dos celulares, com capturas periódicas da tela. O texto alerta que ferramentas como a inteligência artificial podem ampliar ainda mais esse controle.
O relatório critica a prioridade dada aos programas militar e nuclear em detrimento de saúde, alimentação e educação. Mesmo com boas colheitas no último ano, a fome persiste por causa da desvalorização da moeda, da alta dos preços e do controle estatal sobre a distribuição de alimentos. Desde o fechamento das fronteiras em 2020, cerca de 200 norte-coreanos por ano chegam à Coreia do Sul. Dos 170 que chegaram entre julho de 2025 e março de 2026, 151 eram mulheres que haviam sido vítimas de tráfico humano ou casamento forçado na China.
Para os cristãos, o país é um dos lugares mais fechados do mundo, e a Coreia do Norte aparece há anos no topo da Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas. Ore pelos irmãos que vivem a fé em segredo no país e pelos que tentam fugir em busca de liberdade.
Com informações de Christian Daily International.



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