Professoras de SP e MG levam acolhimento às famílias dos alunos, além da sala de aula
Em Paulínia, uma professora visita as casas dos estudantes; em Minas, uma docente com 31 anos de carreira faz da própria casa um refúgio para universitários

Duas professoras da rede adventista, uma no interior de São Paulo e outra em Minas Gerais, têm chamado a atenção por estender o cuidado com os alunos para além da escola. As histórias de Maria Neves, do Colégio Adventista de Paulínia (SP), e de Geanne dos Santos Cabral Coe, da Faculdade Adventista de Minas Gerais (Fadminas), foram contadas pelo portal Notícias Adventistas em 15 de outubro.
Maria começou no colégio de Paulínia em 2012, como monitora. Cursou Pedagogia, foi auxiliar de classe e professora substituta até assumir uma turma como professora regente. Durante a pandemia, passou a visitar alunos do lado de fora do portão de casa, de máscara, para cantar e orar com eles. A prática foi interrompida por questões pessoais e retomada em 2024, quando uma aluna de sua turma, de crianças de 8 e 9 anos, recebeu o diagnóstico de leucemia. A conversa com a professora sobre dores nas pernas levou a família a buscar exames.
Com a liberação médica, Maria passou a visitar a menina e a família. Segundo a mãe, a presença da professora trouxe conforto e segurança num período difícil e deu aos pais tranquilidade para se concentrarem no tratamento. Hoje a iniciativa virou o projeto “Escola/Família: Caminhos de Aproximação”. Só em 2026, Maria já visitou cerca de dez famílias, com o objetivo de ouvir os pais, entender as necessidades de cada criança e aproximar a família do processo educativo.
Em Minas Gerais, Geanne é professora há 31 anos e leciona na Fadminas há 18. Ela conta que, desde que chegou à faculdade, o laço com os estudantes foi além da sala de aula e que sua casa se tornou um refúgio para alunos que sentem falta da família. Os estudantes retribuem o carinho: certa vez, organizaram uma festa surpresa de aniversário para ela.
Para Maria, o trabalho é gratificante porque une a excelência no ensino ao acolhimento das famílias. “Sou muito feliz com o meu trabalho e com os frutos que colho dele”, afirmou ao portal.
Com informações de Notícias Adventistas.



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