Igreja17/10/2026

Aliança Evangélica Latina debate na Costa Rica o sustento financeiro dos ministérios

Na 13ª Assembleia Geral, dirigentes da Aliança Evangélica Mundial disseram que pedir apoio é convidar parceiros para a missão

Aliança Evangélica Latina debate na Costa Rica o sustento financeiro dos ministérios
Foto: reprodução / Christian Daily International

A Aliança Evangélica Latina (AEL) realizou de 12 a 16 de outubro, em San José, capital da Costa Rica, a sua 13ª Assembleia Geral, com a presença de dirigentes das alianças evangélicas nacionais da América Latina. Um dos painéis do encontro tratou de um tema delicado para muitas lideranças: o papel do líder na captação de recursos, segundo o Christian Daily International.

Participaram do painel o secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial (WEA), o reverendo Botrus Mansour, e Brad Smith, responsável global pelo Instituto de Liderança da entidade. Eles falaram sobre a responsabilidade dos líderes nacionais de dar base financeira sólida às suas organizações e de formar parcerias estratégicas para cumprir sua missão. A WEA está presente em 164 países e tem como principal objetivo promover a unidade e a cooperação entre os evangélicos.

Smith lembrou que o papel dos presidentes das alianças nacionais mudou nas últimas décadas. Antes voltados principalmente à organização de conferências anuais, hoje eles representam os evangélicos diante da sociedade e do poder público, trabalho que exige recursos permanentes. Segundo ele, muitos ainda veem a captação como algo constrangedor, por questões culturais ou por medo de fracassar, e o trabalho em equipe ajuda a vencer essas barreiras.

Mansour, que é árabe palestino, contou a própria experiência com a chamada cultura da vergonha, que leva líderes a encarar o pedido de apoio como esmola. “Pedir dinheiro não é mendigar; é convidar as pessoas a serem parceiras no Reino de Deus”, afirmou. Para ele, os doadores querem ter relação direta com quem dirige a organização e saber que os recursos são administrados com total transparência.

Na sessão de perguntas, os palestrantes disseram que a relação com os parceiros leva tempo e exige constância e acompanhamento, como uma amizade. Eles também apresentaram a iniciativa global Call 33, que pretende fortalecer a cooperação e o melhor uso dos recursos entre as entidades ligadas à WEA, e pediram que as alianças nacionais façam a sua inscrição no programa.

Com informações de Christian Daily International.

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