Brasil21/10/2026

Câmara do Rio aprova selo para templos que acolhem pessoas autistas

Proposta reconhece igrejas e outros espaços religiosos que se adaptam a neurodivergentes e homenageia o pastor metodista Glauco Ferreira

Câmara do Rio aprova selo para templos que acolhem pessoas autistas
Foto: Wikipédia / Comunhão

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou em definitivo, por unanimidade, em 14 de outubro, o projeto que cria o Selo Templo Religioso Amigo da Inclusão. O reconhecimento será dado a igrejas e outros espaços religiosos que adotarem medidas de acolhimento e acessibilidade para pessoas autistas e com outras neurodivergências durante cultos, celebrações e demais atividades. A informação é do portal Comunhão.

O Projeto de Lei 2408/2026 é de autoria do vereador Paulo Messina, presidente da Comissão Especial de Apoio aos Autistas e Neurodivergentes da Câmara. O texto vale para instituições de diferentes tradições religiosas e ainda precisa ser sancionado pelo Poder Executivo municipal para se tornar lei.

Entre as práticas previstas para a concessão do selo estão a redução de estímulos sensoriais, como barulho excessivo e luz muito intensa, a oferta de ambientes silenciosos e mais flexibilidade nas celebrações para acolher diferentes necessidades de comportamento. A proposta também prevê a capacitação de líderes, funcionários e voluntários, comunicação clara e ações educativas sobre autismo e neurodiversidade. A ideia, segundo o texto, é que a inclusão vá além do acesso físico ao templo e chegue ao preparo das equipes e à adaptação dos ambientes.

Ao defender o projeto, Messina lembrou que, para muitas famílias atípicas, ir ao culto ainda é “fonte de ansiedade”, por causa do excesso de ruídos, da iluminação e da falta de compreensão da congregação.

Se for sancionada, a norma receberá o nome de Lei Pastor Glauco Ferreira. O pastor metodista passou a dedicar parte de seu ministério à inclusão de pessoas autistas depois do diagnóstico do próprio filho. De acordo com o vereador, ele transformou a experiência de pai atípico em um trabalho de orientação a comunidades religiosas. Glauco é autor de livros sobre o tema e idealizador de espaços de debate sobre como acolher pessoas autistas e evitar que diferenças de comportamento se tornem motivo de exclusão.

Para o autor da proposta, o selo pode ajudar a mudar a forma como as comunidades de fé recebem pessoas neurodivergentes, especialmente crianças e adolescentes, e suas famílias.

Com informações de Comunhão.

Deixe sua palavra

Comentários com respeito e amor edificam a todos.

Reportar um erro

Viu algo errado nesta página? Conte para a equipe da Rádio Aleluia. Obrigado por ajudar!

O que aconteceu?