Brasil20/10/2026

Igreja haitiana de Bento Gonçalves ensina português e acolhe imigrantes na Serra Gaúcha

Congregação que começou em 2021 com cultos em crioulo haitiano foi organizada oficialmente como igreja em setembro e apoia a integração de quem chega do Haiti

Igreja haitiana de Bento Gonçalves ensina português e acolhe imigrantes na Serra Gaúcha
Foto: Reprodução / Notícias Adventistas

A congregação adventista formada por imigrantes haitianos em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, foi oficialmente organizada como igreja no dia 5 de setembro. O grupo começou a se reunir em 2021 e, além dos cultos em crioulo haitiano, mantém cursos de língua portuguesa e outras ações de acolhimento para os haitianos que chegam à cidade, segundo o portal Notícias Adventistas.

A história da comunidade acompanha a chegada de famílias do Haiti ao município em busca de trabalho e de melhores condições de vida. Entre elas havia membros da denominação, alguns com experiência de liderança em seu país. Com o crescimento desse grupo, surgiu a ideia de criar um espaço de culto que respeitasse a língua e a identidade cultural dos imigrantes.

As primeiras reuniões aconteceram em 2021, nas dependências da Igreja Adventista Central de Bento Gonçalves. Depois vieram os cultos regulares em crioulo, permitindo que os participantes estudassem a Bíblia e louvassem a Deus na língua materna. Ao longo de cinco anos, a congregação recebeu novos membros e ampliou o trabalho junto à comunidade imigrante.

O cuidado vai além dos cultos. As aulas de português ajudam os recém-chegados a se comunicar e a se integrar à rotina brasileira, e a igreja também realiza estudos bíblicos, semanas de oração e outras iniciativas de apoio a quem acaba de chegar, de acordo com a reportagem.

A cerimônia de organização contou com o pastor Paulo Aguiar, que iniciou a formação do grupo em 2021, quando era pastor distrital na cidade. O atual responsável pelo distrito, pastor Everton Santos, descreveu a congregação como “uma comunidade vibrante, com forte vocação missionária” e destacou o acolhimento às pessoas como uma de suas marcas.

Para ele, ver o trabalho chegar a essa nova etapa é motivo de gratidão pelo envolvimento dos membros. A história de Bento Gonçalves mostra como uma igreja pode ser casa e ponte ao mesmo tempo para quem recomeça a vida longe da terra natal.

Com informações de Notícias Adventistas.

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