Empréstimo
O empréstimo era uma prática comum na sociedade israelita, e a Lei Mosaica estabelecia regras específicas para ele. A principal determinação era que, ao emprestar dinheiro ao povo de Israel, especialmente aos pobres, não se deveria cobrar juros. Essa proibição visava proteger os membros mais vulneráveis da comunidade e promover a solidariedade entre irmãos (Êxodo 22:25; Deuteronômio 23:19; Levítico 25:35).
Juros e Usura
Embora a cobrança de juros fosse proibida entre israelitas, a Lei permitia que juros fossem exigidos de estrangeiros (Deuteronômio 23:20). Essa distinção refletia a visão de que os israelitas formavam uma comunidade especial, onde a ajuda mútua era prioritária. Com o tempo, e o aumento do comércio, a prática da usura (cobrança de juros excessivos) e da fiança se tornou mais comum, mas ainda era vista como desonrosa quando aplicada a um hebreu (Salmos 15:5; Provérbios 6:1, 4; Jeremias 15:10). Neemias, após o retorno do cativeiro, precisou corrigir a violação sistemática dessa lei (Neemias 5:1-13).
Penhores e Dívidas
A Lei também impunha limites sobre o que poderia ser tomado como penhor. Se o credor tomasse o manto exterior de alguém como garantia, deveria devolvê-lo antes do pôr do sol, pois era a única cobertura que a pessoa tinha para dormir (Êxodo 22:26, 27). Certos itens, como a veste de uma viúva ou uma mó de moinho, não podiam ser tomados como penhor. Além disso, o credor não podia entrar na casa do devedor para pegar o penhor; deveria esperar do lado de fora até que o devedor o trouxesse. A servidão temporária por dívidas era permitida, mas um devedor hebreu não podia ser mantido em servidão por mais tempo do que o sétimo ano ou, no máximo, o ano do Jubileu (Êxodo 21:2; Levítico 25:39, 42).
Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897) · Smith's Bible Dictionary (1863), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.