Jardins
Na Bíblia, os jardins são mencionados em diversos contextos, desde o Jardim do Éden, o primeiro lar da humanidade, até locais de oração e sepultamento. O Jardim do Éden, plantado por Deus, é descrito como um lugar de beleza e provisão, com árvores agradáveis à vista e boas para alimento, incluindo a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:8-9).
Jardins particulares eram comuns, como a vinha que Acabe desejava transformar em horta (1 Reis 21:2). Havia também jardins reais, como o jardim do palácio em Susã, onde o rei Assuero deu um banquete (Ester 1:5), e o jardim do rei perto da piscina de Selá em Jerusalém (2 Reis 25:4; Neemias 3:15).
Para proteção, os jardins eram cercados por sebes de espinhos ou muros de pedra (Isaías 5:5). Torres de vigia ou cabanas eram construídas para os guardiões. Por serem locais de retiro, eram frequentemente usados para oração e comunhão com Deus, como o Jardim do Getsêmani, onde Jesus orou com seus discípulos (João 18:1).
Era costume sepultar os mortos em jardins, como Manassés, que foi sepultado no jardim de sua casa (2 Reis 21:18). Jesus também foi sepultado em um sepulcro novo, que ficava em um jardim pertencente a José de Arimateia (João 19:41).
Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.