Manassés
מְנַשֶּׁה · Menashsheh
1. Manassés, filho de José
Manassés (do hebraico, “Deus me fez esquecer” ou “esquecimento”, Gênesis 41:51) foi o filho mais velho de José e Asenate, nascido no Egito antes do período de fome. Seu nome foi dado por José, que disse: “Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai” (Gênesis 41:51). Ele e seu irmão mais novo, Efraim, foram adotados por Jacó como seus próprios filhos. Manassés teve uma concubina síria, e os filhos de Maquir, filho de Manassés, nasceram “sobre os joelhos de José” (Gênesis 50:23), o que pode indicar que foram considerados como seus próprios filhos.
2. A Tribo de Manassés
Os descendentes de Manassés formaram uma das doze tribos de Israel. Durante a peregrinação no deserto, a tribo de Manassés acampava a oeste do tabernáculo, junto com Efraim e Benjamim. No censo realizado no Sinai, a tribo contava com 32.200 homens (Números 1:10, 35). Quarenta anos depois, esse número havia aumentado para 52.700 (Números 26:34, 37).
A tribo de Manassés foi a única a receber território em ambos os lados do rio Jordão. Uma “meia tribo” de Manassés, junto com as tribos de Rúben e Gade, recebeu sua herança a leste do Jordão (Josué 13:7). Este território era extenso e valioso, abrangendo toda a região de Basã e sendo por vezes chamado de “terra de Gileade”. A outra “meia tribo” de Manassés recebeu sua porção a oeste do Jordão, ao norte de Efraim, na parte central de Canaã. As duas meias tribos participaram das guerras de conquista com as demais tribos (Josué 22:1). A tribo de Manassés é citada entre as doze tribos de Israel em Apocalipse 7:6.
A meia tribo de Manassés a leste do Jordão prosperou, mas gradualmente se assimilou aos habitantes locais. Por essa razão, foram os primeiros de Israel a serem levados cativos por Pul e Tiglate-Pileser, reis da Assíria, para os territórios assírios (1 Crônicas 5:25,26).
3. Manassés, rei de Judá
Manassés foi o único filho e sucessor de Ezequias no trono de Judá. Ele começou a reinar com doze anos de idade e reinou por cinquenta e cinco anos em Jerusalém, o reinado mais longo na história de Judá. O nome de sua mãe era Hefzibá (2 Reis 21:1). Ele é mencionado na genealogia de Jesus Cristo, conforme registrado em Mateus 1:10.
Seu reinado foi marcado por um triste retorno à idolatria e a vícios, revertendo as reformas religiosas de seu pai. Manassés promoveu a adoração de deuses pagãos e perseguiu cruelmente os profetas fiéis. A tradição judaica diz que Isaías foi martirizado durante seu reinado (2 Reis 21:10-15). Por causa de suas ações, o Senhor falou por meio de seus servos, os profetas, anunciando juízo sobre Jerusalém e Judá.
Manassés foi levado cativo para a Babilônia por Esar-Hadom, rei da Assíria (2 Crônicas 33:11). Durante seu aprisionamento, ele se arrependeu, orou a Deus e foi restaurado ao seu reino (2 Crônicas 33:11-13). Após seu retorno, ele abandonou a idolatria e ordenou ao povo que adorasse a Jeová, embora a reforma não tenha sido completa. Manassés morreu e foi sepultado no jardim de Uzá, o “jardim de sua própria casa” (2 Reis 21:17, 18; 2 Crônicas 33:20), e não na cidade de Davi, entre seus ancestrais. Foi sucedido por seu filho Amom.
Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897) · Smith's Bible Dictionary (1863) · Hitchcock's Bible Names, obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.