Lavagem das Mãos e dos Pés

No Oriente Antigo, a lavagem das mãos e dos pés era uma prática comum e necessária, devido ao clima quente e empoeirado e aos hábitos alimentares e de vestuário da época.

Lavagem das Mãos

Como não se usavam talheres, e as mãos eram introduzidas no prato comum durante as refeições, era fundamental que estivessem limpas. No tempo do Novo Testamento, os fariseus transformaram esse costume em uma observância ritualística, estabelecendo regras específicas para a forma e o momento de sua realização, conforme mencionado em Marcos 7:3: “Pois os fariseus, e todos os judeus, guardando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar as mãos cuidadosamente;”.

Lavagem dos Pés

As sandálias não protegiam os pés da poeira e do calor, tornando a lavagem dos pés, ao entrar em uma casa, um ato de respeito e de alívio para o viajante. Embora não tenha se tornado uma observância ritualística geral, era essencial para os sacerdotes no serviço do santuário, que deviam lavar as mãos e os pés para não morrerem (Êxodo 30:19, 21). Na hospitalidade, a lavagem dos pés ocupava um lugar de destaque. Era costume oferecer água para lavar os pés de um hóspede assim que ele chegava (Gênesis 18:4; 19:2; 24:32; Juízes 19:21). Um ato ainda mais honroso, que demonstrava humildade e afeto, era quando o próprio anfitrião realizava a lavagem dos pés de seu convidado (1 Samuel 25:41; Lucas 7:38).

Verbete da Rádio Aleluia baseado em Smith's Bible Dictionary (1863), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.

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