Unguento
Unguento era uma substância oleosa e aromática, geralmente composta de azeite com especiarias, resinas e outros ingredientes perfumados. Era guardado em pequenos vasos de alabastro para preservar seu aroma, que podia durar séculos. Considerado um luxo, era frequentemente muito caro, como o bálsamo de nardo puro usado por Maria para ungir os pés de Jesus (João 12:3).
Seu uso era variado:
Uso Cosmético
Era comum ungir a cabeça e as vestes em ocasiões festivas, uma prática que existia entre egípcios, gregos, romanos e também entre os judeus. O profeta Amós critica aqueles que se ungem “com o mais excelente óleo”, mas não se afligem pela ruína de José (Amós 6:6).
Uso Funerário
Unguentos e óleos eram empregados para ungir corpos de falecidos e as vestes em que eram envoltos, como parte dos ritos fúnebres.
Uso Medicinal
O unguento era um elemento importante no tratamento médico antigo. Isaías descreve um corpo doente sem feridas “amolecidas com óleo” (Isaías 1:6), indicando seu uso para aliviar e tratar chagas.
Uso Ritual
Além do óleo usado em muitas observâncias cerimoniais, um unguento especial era designado para a consagração. O “óleo sagrado para as unções” era feito segundo a arte do perfumista (Êxodo 30:25) e usado para ungir sacerdotes e objetos sagrados, como o óleo precioso que desceu sobre a cabeça de Arão (Salmos 133:2). A pessoa encarregada de preparar unguentos era chamada de “perfumista” ou “boticário”.
Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897) · Smith's Bible Dictionary (1863), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.