Filho de pastor sudanês é libertado após mais de um ano preso em Cartum
Amin Ismail foi solto da prisão de Kobar, mas ainda corre risco na capital do Sudão, segundo a International Christian Concern

O sudanês Amin Ismail, filho do pastor Ismail Azzaz, foi libertado da prisão de Kobar, em Cartum, capital do Sudão, depois de passar mais de um ano detido. A notícia foi divulgada em 23 de outubro pela International Christian Concern (ICC), organização americana que acompanha casos de perseguição a cristãos e que vinha intercedendo pela família.
Segundo a ICC, Amin foi preso em julho de 2025, um dia depois de voltar a Cartum para visitar a esposa. A organização afirma que ele não respondia por nenhum crime: os tribunais o consideraram inocente mais de uma vez, mas ele continuou atrás das grades. De acordo com o relato, a prisão estaria ligada à história do pai, um líder de igreja que se recusou a entregar terrenos da congregação sob pressão do governo e precisou deixar o país, e também ao interesse de um homem influente da capital pela esposa de Amin.

A ICC descreve Kobar como uma das prisões mais duras do Sudão. Durante a detenção, segundo a entidade, houve ameaças contra Amin e até tentativas de arranjar sua soltura apenas para que ele fosse morto do lado de fora. O pastor Ismail Azzaz, que continua no exílio, havia separado os filhos anos atrás para protegê-los.
Em mensagem divulgada pela organização, Amin agradeceu a Deus pela libertação e pelo apoio recebido. “Sei que foi o Senhor quem abriu a porta”, afirmou. Ele ainda está em Cartum, em um local considerado seguro, e a ICC alerta que o perigo não passou, porque as pessoas que queriam prejudicá-lo continuam na cidade.
O Sudão vive desde abril de 2023 uma guerra entre o Exército e a milícia Forças de Apoio Rápido, que provocou uma das maiores crises humanitárias do mundo. Os cristãos são minoria no país, de maioria muçulmana.
Ore por Amin Ismail, pela esposa e por toda a família, para que encontrem um caminho seguro para fora da capital, e pelos cristãos sudaneses que vivem em meio à guerra.
Com informações de International Christian Concern.



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