Raio atinge casal em trilha nos EUA, ela reanima o namorado duas vezes e os dois se casam
Sem sinal de celular e longe do carro, Eva reanimou o namorado duas vezes nos 50 minutos de espera pelo resgate; um ano depois, eles escolheram agosto para casar

Nick e Eva Broderick estavam no meio de uma caminhada de cerca de 16 quilômetros na floresta estadual de Kettle Moraine, no estado americano de Wisconsin, quando a chuva apertou. Faltavam uns três quilômetros até o carro e não havia onde se abrigar. Segundo o relato do casal à emissora WTMJ, reproduzido pela rede CNN Newsource e publicado em 18 de outubro de 2026 pela Action News 5, Eva virou para o então namorado e perguntou o que fariam se fossem atingidos por um raio. Minutos depois, foram.
De acordo com os bombeiros, uma árvore ao lado dos dois levou a descarga direta, e a corrente elétrica que se espalhou pelo chão alcançou o casal. Nick lembra apenas de ouvir um estrondo. Eva contou que se viu encolhida, com as mãos nos ouvidos, sentindo a eletricidade nos pés. Em seguida, encontrou o namorado deitado de costas, com os olhos semiabertos, a pele azulada e sem respirar.
Cinquenta minutos de espera
Eva ligou para o serviço de emergência e começou na hora a massagem cardíaca. O problema é que o sinal do celular caía o tempo todo, e ela não sabia dizer por qual entrada tinham chegado à floresta nem em que trilha estavam. O subchefe dos bombeiros de Palmyra, Dan Schiller, explicou à reportagem que o telefone indicava apenas uma área entre 1,5 e 2,5 quilômetros floresta adentro, sem precisão, e que as equipes tiveram de fazer uma busca ampla.
Os socorristas levaram 50 minutos para chegar a pé até o casal. Nesse intervalo, Eva teve de trazer Nick de volta com a reanimação duas vezes. Schiller disse que isso não é algo que costuma acontecer. Segundo o Good News Network, site americano dedicado a boas notícias, que contou a história em 20 de outubro, o raio caiu em agosto de 2025.
Um pedido e um novo agosto
Nick passou três dias no hospital. Ficou com uma pequena perda de audição em um ouvido e problemas nos tendões causados pela descarga. Assim que teve alta, pediu Eva em casamento.
Os dois se casaram em agosto de 2026, quase um ano depois do acidente, e a data foi escolhida de propósito. “Queríamos reescrever agosto e fazer dele um mês melhor”, disse Nick à WTMJ. Eva, que vai receber nas próximas semanas o prêmio de salvamento do Corpo de Bombeiros de Palmyra, prefere tratar o assunto com bom humor. “Eu o trouxe de volta da morte, então ele meio que está preso a mim”, brincou.
A história voltou a circular em outubro, quando o casal contou os detalhes à televisão, em reportagem da WTMJ, de Milwaukee, distribuída a outras emissoras pela CNN Newsource e repercutida pelo Good News Network. Chama a atenção a combinação de um susto quase fatal, a coragem de quem não desistiu sozinha no meio da floresta e um final feliz com aliança e festa.
Melhor é serem dois
Há momentos em que a vida de alguém depende de quem está ao lado. Eva não tinha equipamento nem sinal de telefone, mas tinha as mãos, o que aprendeu e a determinação de não parar. A Bíblia descreve bem essa cena em Eclesiastes 4:10: “Pois se caírem, um levantará o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante.” Vale a lembrança de agradecer por quem caminha conosco e, quem sabe, de aprender os primeiros socorros que um dia podem salvar uma vida.
Com informações de Action News 5 (WTMJ via CNN Newsource) e Good News Network.



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