Aliança Evangélica Mundial visita vila da Jordânia onde ataque a funeral matou nove
Botrus Mansour depositou coroa de flores nos túmulos em Hmoud e visitou família enlutada; tiroteio em igreja ortodoxa em 23 de outubro deixou nove mortos e dezenas de feridos

O secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial (WEA), Botrus Mansour, visitou a vila de Hmoud, na província de Karak, no sul da Jordânia, onde homens armados mataram nove cristãos durante um funeral na Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, em 23 de outubro. Ele depositou uma coroa de flores nos túmulos das vítimas e visitou uma das famílias enlutadas, segundo comunicado da aliança divulgado em 2 de novembro e noticiado pelo Christian Daily International.
Mansour, que é de Nazaré, liderou uma delegação de líderes evangélicos e batistas da Jordânia e de áreas vizinhas. Participaram Nabih Abbasi, presidente da Convenção Batista da Jordânia; Jack Sara, presidente da Faculdade Bíblica de Belém; David Rihani, das Assembleias de Deus na Jordânia; e Rami Hussein Halsa, pastor batista em Sweileh, perto de Amã. O grupo orou pelas famílias dos mortos, pelos feridos e pela segurança do país e depois visitou a família de Alaa Masarwa para prestar condolências.
No cemitério, Mansour disse que as mortes “nos abalaram até o âmago” e que a aliança, que representa cerca de 650 milhões de evangélicos, já havia enviado uma mensagem de solidariedade, mas sentiu a necessidade de estar ali pessoalmente. Ele elogiou a resposta do rei Abdullah II e afirmou que os atacantes feriram todos os jordanianos, não apenas os cristãos. Abbasi lembrou que a palavra bíblica traduzida como “mártir” significa “testemunha” e declarou: “Deste lugar, proclamamos que o terrorismo não prevalecerá, que o ódio não derrotará o amor e que as trevas não apagarão a luz de Cristo.”
O ataque aconteceu no pátio da igreja, onde a maioria das pessoas que acompanhavam o funeral estava reunida. Pelo menos 34 pessoas ficaram feridas, segundo a agência Reuters citada pelo Christian Daily International; a organização International Christian Concern (ICC) fala em 40 feridos e informa que os nove mortos eram homens. Oito vítimas foram enterradas em 25 de outubro, numa cerimônia com milhares de pessoas, e a nona no dia seguinte. Em 26 de outubro, as forças de segurança jordanianas prenderam três suspeitos depois de uma troca de tiros numa vila próxima; o ministro do Interior disse que a investigação continua.

Os cristãos são de 2% a 3% da população da Jordânia, mas a região de Hmoud tem uma comunidade cristã antiga e numerosa, e ataques contra cristãos no país são raros. Mansour disse que a delegação vai incentivar evangélicos do mundo todo a visitar a Jordânia, especialmente antes de 2030, quando o país pretende celebrar os 2 mil anos do batismo de Jesus no rio Jordão, em Betânia Além do Jordão.
Ore pelas famílias enlutadas de Hmoud, pela recuperação dos feridos e pela paz entre cristãos e muçulmanos na Jordânia.
Com informações de Christian Daily International e International Christian Concern.




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