Mundo18/10/2026

Cristãos que servem refugiados no sul da Ásia relatam solidão e riscos pessoais

Encontro no Sri Lanka reuniu obreiros da Índia, do Nepal, do Paquistão e do Sri Lanka, que pediram mais apoio e oração da igreja

Cristãos que servem refugiados no sul da Ásia relatam solidão e riscos pessoais
Foto: reprodução / Christian Daily International

Líderes e obreiros cristãos que trabalham com refugiados e pessoas deslocadas no sul da Ásia dizem que o serviço os deixa isolados e expostos a riscos. A constatação está num relatório da Philoi Global, organização humanitária cristã que promoveu, de 14 a 16 de setembro, em Colombo, no Sri Lanka, um encontro regional sobre o tema, segundo o Christian Daily International.

Participaram representantes da Índia, do Nepal, do Paquistão e do Sri Lanka. A pauta oficial tratava de teologia, leis e políticas públicas, mas, de acordo com os organizadores, a solidão de quem faz o trabalho apareceu o tempo todo nas conversas. Um participante do Paquistão afirmou que a igreja e as autoridades muitas vezes não enxergam o sofrimento dos deslocados e que quem decide ajudá-los assume um risco pessoal considerável. Por segurança, a Philoi não divulgou os nomes de quem foi citado.

Os obreiros relataram riscos pessoais, financeiros, sociais e políticos. Alguns disseram que boa parte da igreja raramente vê o deslocamento forçado como parte da sua missão. Outros contaram que os governos tendem a tratar o atendimento a refugiados como assunto de segurança, o que dificulta o diálogo com as autoridades. Participantes da Índia disseram que restrições legais afetaram várias organizações cristãs que atendem deslocados no país.

O encontro, chamado Consulta do Sul da Ásia sobre Deslocamento Forçado, Proteção e Soluções Duradouras, discutiu uma teologia do sofrimento, formas de apoiar o retorno e a reintegração dos refugiados e caminhos legais de migração fora dos programas tradicionais de reassentamento. Membros da Refugee Highway Partnership, rede cristã que serve pessoas deslocadas, também estiveram presentes. Convidados do Afeganistão, de Bangladesh e de Mianmar não conseguiram viajar por causa de restrições.

Ao final, os participantes concordaram que, além de recursos e treinamento, quem serve os refugiados precisa de uma comunidade que o sustente e de oração. Um obreiro do Sri Lanka, que trabalha há mais de dez anos com deslocados quase sempre sozinho, disse que o encontro o lembrou de que não está só nessa tarefa.

Ore pelos cristãos que acolhem refugiados no sul da Ásia, para que encontrem apoio, proteção e ânimo para continuar servindo.

Com informações de Christian Daily International.

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