Casamento
O casamento é uma instituição divina, estabelecida no Jardim do Éden quando o homem ainda vivia em inocência. Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gênesis 2:18). Jesus confirmou essa origem, afirmando que o Criador “os fez desde o princípio homem e mulher” (Mateus 19:4) e ordenou que “os dois serão uma só carne” (Mateus 19:5). A lei original do casamento era a monogamia, implicando a unidade e a indissolubilidade do vínculo matrimonial (Mateus 19:6).
Desenvolvimento Histórico
Com o tempo, essa lei original foi violada. Na era patriarcal, a poligamia e o concubinato tornaram-se comuns (Gênesis 4:19; 6:2; 16:1; 28:8-9; 29:23-30). Embora a Lei Mosaica reconhecesse a poligamia e a usasse como base para algumas legislações, ela também visava desencorajar a prática e promover a pureza de vida, regulamentando o divórcio. A poligamia continuou a ser praticada ao longo da história judaica até o Cativeiro Babilônico, após o qual não há registros de sua ocorrência. No período pós-babilônico, a monogamia parece ter se tornado mais prevalente, embora o abuso do divórcio persistisse.
Costumes e Práticas
Desde o início, era costume que os pais escolhessem esposas para seus filhos (Gênesis 24:3; 38:6). Às vezes, os irmãos da noiva também eram consultados (Gênesis 24:51; 34:11), mas o consentimento da própria jovem nem sempre era exigido (Gênesis 24:58). O noivo geralmente pagava um preço ao pai da noiva. Nos tempos pré-mosaicos, após a aceitação da proposta e o pagamento do preço, o noivo podia levar a noiva para sua casa. No entanto, em geral, o casamento era celebrado com um banquete na casa dos pais da noiva. No dia do casamento, a noiva, coberta por um véu, era conduzida à casa de seu futuro marido. O noivado era um procedimento formal, com juramentos e presentes à noiva, e ela era considerada virtualmente casada; a infidelidade, nesse período, era punível com a morte.
O Ensino de Jesus e dos Apóstolos
Jesus corrigiu muitas noções errôneas sobre o casamento, reafirmando-o como uma instituição divina e sagrada. Ele restringiu o divórcio ao caso de fornicação e proibiu o novo casamento para aqueles divorciados por motivos impróprios. Os apóstolos, por sua vez, estabeleceram claramente os deveres conjugais de marido e mulher (Efésios 5:22-33; Colossenses 3:18-19; 1 Pedro 3:1-7). O casamento é considerado “honroso” (Hebreus 13:4), e a proibição dele é vista como um sinal de tempos degenerados (1 Timóteo 4:3).
Simbolismo Espiritual
A relação matrimonial é frequentemente usada na Bíblia para representar a união entre Deus e Seu povo (Isaías 54:5; Jeremias 3:1-14; Oseias 2:9, 20). No Novo Testamento, essa figura é empregada para ilustrar o amor de Cristo por Sua Igreja, que é descrita como a “Noiva, a mulher do Cordeiro” (Efésios 5:25-27; Apocalipse 19:7-9).
Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897) · Smith's Bible Dictionary (1863), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.