Mais da metade dos pastores dos EUA diz que a economia prejudica suas igrejas
Pesquisa da Lifeway Research mostra ofertas estagnadas, com alta mediana de zero, enquanto a inflação americana chega a 3,7%
A maioria dos pastores protestantes dos Estados Unidos afirma que a situação econômica está afetando negativamente suas congregações. Segundo pesquisa anual da Lifeway Research, divulgada em 22 de outubro, 54% dos pastores dizem sentir esse impacto, 36% não veem efeito e 8% enxergam um efeito positivo. Foram ouvidos por telefone 1.004 pastores entre 8 e 30 de setembro de 2026, com margem de erro de 3,2 pontos percentuais.
O índice voltou a subir. Em 2024, dois terços dos pastores relatavam prejuízo causado pela economia; em 2025, a proporção havia caído para 49%. Agora está em 54%, incluindo 7% que dizem que o impacto é muito negativo.
As ofertas não acompanharam o custo de vida. Em média, as igrejas registraram alta de 1,24% nas contribuições em relação a 2025, mas a mediana ficou em zero. No mesmo período, o índice de preços ao consumidor americano subiu 3,7% até setembro. Pouco mais de um terço dos pastores (36%) relata ofertas maiores que no ano passado, 37% dizem que estão no mesmo nível e 22% apontam queda.
O retrato muda conforme o perfil da igreja. Pastores afro-americanos são os que mais sentem o peso da economia (82%) e os que mais relatam queda nas ofertas (47%). Igrejas com menos de 50 pessoas também estão entre as mais atingidas. Já as congregações com 250 ou mais frequentadores e as igrejas não denominacionais são as que mais registram aumento nas contribuições. Para Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, os pastores sentem a dor econômica porque ouvem toda semana as necessidades dos membros.
Apesar das ofertas estagnadas, metade dos pastores diz que a arrecadação está dentro do previsto no orçamento. McConnell lembra que muitas igrejas ainda podem fechar o ano no azul, já que é comum os fiéis darem uma oferta extra no Natal.
Com informações de Lifeway Research.



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