Mundo18/10/2026

No Quênia e na Nigéria, voluntários cristãos acompanham adolescentes com doenças graves

Iniciativa Young Life HOPE visita hospitais e casas para lembrar a jovens com anemia falciforme, câncer e HIV que eles têm valor

No Quênia e na Nigéria, voluntários cristãos acompanham adolescentes com doenças graves
Foto: reprodução / Christianity Today

Voluntários cristãos no Quênia e na Nigéria estão visitando hospitais e casas para acompanhar adolescentes que convivem com doenças graves, como anemia falciforme, câncer e HIV. O trabalho faz parte da Young Life HOPE, iniciativa internacional criada há dois anos para alcançar jovens de 13 a 18 anos nessa situação, segundo reportagem da Christianity Today publicada em 16 de outubro.

Na África, muitos desses adolescentes acabam isolados. A anemia falciforme, doença genética que tem tratamento mas não tem cura, é uma das principais causas de morte de crianças no continente, e cerca de metade dos doentes morre antes dos cinco anos, de acordo com a revista. Em 2021, 79% do meio milhão de bebês que nasceram com a doença estavam na África Subsaariana.

No oeste do Quênia, a assistente social cristã Truphena Weche já conhece quase 50 adolescentes em hospitais e comunidades próximas e organiza um acampamento anual de três dias. Ela conta que muitos perguntam se Deus os abandonou e que alguns ouvem dos colegas de escola que vão morrer cedo. Uma das jovens que ela acompanha, de 14 anos, chegou a perder amigas por causa desses boatos. Segundo Weche, as notas da menina melhoraram e hoje ela sonha em ser enfermeira para cuidar de quem está doente.

Em Lagos, na Nigéria, a voluntária Florence Ezeonye-Chidi acompanha mais de 60 adolescentes. Ela relata que algumas famílias deixam de buscar tratamento por vergonha ou porque parte da comunidade vê a doença como possessão, e por isso precisa insistir para que os pais não troquem o atendimento médico por rituais. “Nós cremos na oração, mas também devemos crer que Deus deu conhecimento aos médicos”, afirmou.

Na região costeira do Quênia, a voluntária Apfella Hiribae acompanha treze adolescentes, dez deles de famílias muçulmanas, numa área de maioria islâmica. Alguns pais a proibiram de falar com os filhos ao saber que ela trabalha para uma organização cristã; outros a recebem bem porque as visitas aliviam o sofrimento emocional dos jovens.

Ore pelos adolescentes que enfrentam doenças graves e por quem os acompanha, para que encontrem esperança e cuidado.

Com informações de Christianity Today.

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