Boas notícias28/10/2026

Cliente anônimo paga em silêncio o almoço de 27 pessoas com deficiência na Coreia do Sul

Depois de um passeio em Incheon, o grupo foi pagar a conta de 600 mil wons e descobriu que alguém já tinha acertado tudo e ido embora sem deixar o nome

Cliente anônimo paga em silêncio o almoço de 27 pessoas com deficiência na Coreia do Sul
Foto: reprodução / Seoul Economic Daily

Foi na hora de pagar que a surpresa apareceu. Em 15 de outubro de 2026, um grupo de 27 pessoas, entre frequentadores com deficiência e funcionários de um centro comunitário de bem-estar de Incheon, na Coreia do Sul, terminava o almoço num grande restaurante de churrasco da cidade. Quando foram acertar a conta, de cerca de 600 mil wons, ouviram do caixa que ela já estava paga. Quem pagou não deixou nome, telefone nem bilhete, e saiu antes que alguém pudesse agradecer.

A história foi contada pela agência de notícias Yonhap em 19 de outubro, repercutiu no jornal Seoul Economic Daily e em fóruns coreanos e, em 28 de outubro, ganhou o mundo em inglês pelo site americano Good News Network.

Um dia de passeio

O grupo era do Centro Comunitário de Bem-Estar Hanmaum, que atende moradores com deficiência em Incheon, cidade portuária a oeste de Seul. Naquele dia, os participantes fizeram um passeio turístico pela região de Cheongna: de acordo com a Yonhap, visitaram o jardim de flores silvestres do Dream Park, área verde construída sobre um antigo aterro sanitário, e o parque do lago Cheongna.

Na hora do almoço, a parada foi num restaurante de churrasco coreano. Segundo o relato publicado pela Yonhap, a refeição do grupo custou 410 mil wons, e outros 190 mil wons vieram de sete porções extras de carne crua temperada, um prato tradicional da culinária coreana. O total chegou a cerca de 600 mil wons, o equivalente a uns US$ 420, de acordo com o Good News Network.

O próprio restaurante já tinha decidido fazer a sua parte. Ainda de acordo com a agência, ao saber que o centro faria a reserva para o grupo, a casa resolveu dar desconto em parte da conta antes mesmo de os visitantes chegarem.

Ninguém sabe quem foi

O que os funcionários do restaurante contaram ao grupo é pouco. Segundo eles, a pessoa viu o grupo do centro, quis fazer algo que tivesse significado e pagou tudo. Também comentaram que ela teria morado no Havaí, nos Estados Unidos. O dono do restaurante disse à Yonhap que conhecia o cliente apenas de vista, como alguém que costumava frequentar a casa, e que, em agradecimento, lhe deu uma garrafa de vinho. Ver aquele gesto, afirmou, o deixou ao mesmo tempo humilde e agradecido.

Kim Kwan-taek, de 52 anos, que acompanhava o grupo como voluntário do centro, foi quem levou a história à imprensa. À Yonhap, disse que viveu algo caloroso que não vai esquecer pelo resto da vida. Também lamentou não ter conseguido nem descobrir o nome de quem pagou. “Espero que a gratidão de nós 27 chegue a essa pessoa”, afirmou, segundo o Seoul Economic Daily. Para Kim, a experiência serviu para lembrar que ainda existem muitas pessoas de bom coração por perto.

Por que a história se espalhou

A reportagem da Yonhap saiu com um título que era quase um pedido: procura-se o “anjo do restaurante de churrasco”. O texto foi reproduzido por vários sites coreanos e chegou às listas de destaque de fóruns populares do país, onde os leitores debateram o caso. Nas reportagens publicadas até 28 de outubro, o cliente continuava sem nome.

Há gestos que valem mais pelo jeito como são feitos do que pelo valor da conta. Quem pagou o almoço não pediu foto, agradecimento nem reconhecimento, e deixou 27 pessoas com a certeza de que foram vistas com carinho num dia de passeio. Jesus ensinou exatamente esse jeito discreto de fazer o bem: “Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita” (Mateus 6:3).

Com informações de Seoul Economic Daily e Good News Network.

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