Mundo14/10/2026

Com fome e crise no Sudão do Sul, cristãos servem em campos de refugiados

Equipes de evangelismo, atendimento médico e cuidado com traumas atuam nos campos enquanto mais da metade da população enfrenta insegurança alimentar

Mais da metade da população do Sudão do Sul vive em situação de insegurança alimentar, e é nesse cenário que equipes cristãs têm servido nos campos de refugiados do país. Segundo uma avaliação da Classificação Integrada da Segurança Alimentar (IPC) citada pela Mission Network News, 55% dos 14,2 milhões de habitantes estavam, no meio deste ano, em nível de crise alimentar ou pior, e o número provavelmente aumentou desde então.

Um obreiro que atua no Sudão e no Sudão do Sul, identificado pela agência apenas como John por razões de segurança, disse que o país está à beira do que alguns, inclusive a ONU, consideram o maior desastre humanitário do nosso tempo. Segundo ele, a fome gera desespero, e com isso aumentam a violência e os roubos.

O ministério de que John participa mantém equipes de evangelismo e de cuidado com traumas em todos os campos de refugiados do país, além de atendimento médico. De acordo com ele, muçulmanos que procuram esses atendimentos se surpreendem ao ver cristãos fazendo esse trabalho. John também relatou episódios de oposição, como estudos bíblicos interrompidos e casas e comércios de cristãos destruídos, e pediu oração para que os cristãos se concentrem no evangelho, e não em procurar culpados pelo próprio sofrimento.

O Sudão do Sul se tornou independente do Sudão em 2011 e é um dos países mais pobres do mundo. Segundo a agência, o presidente dissolveu o governo em setembro para abrir caminho às primeiras eleições do país, previstas para dezembro. A guerra no vizinho Sudão também empurrou muitas famílias para o território sul-sudanês.

A matéria lembra ainda o caso dos seis obreiros do ministério Young Life sequestrados no fim de setembro e libertados em 1º de outubro, depois de cerca de cinco dias em cativeiro, como o portal noticiou em 7 de outubro. Segundo um líder das igrejas locais ouvido por John, a motivação mais provável dos sequestradores era financeira.

Oremos pelo povo do Sudão do Sul, para que o mundo não feche os olhos para a crise, e pelas equipes cristãs que servem nos campos de refugiados.

Com informações de Mission Network News.

Deixe sua palavra

Comentários com respeito e amor edificam a todos.

Reportar um erro

Viu algo errado nesta página? Conte para a equipe da Rádio Aleluia. Obrigado por ajudar!

O que aconteceu?