Beijo

O beijo era uma forma de saudação e expressão de sentimentos muito comum nos tempos bíblicos, com diversas conotações dependendo do contexto e das pessoas envolvidas.

Expressões de Afeto e Relações Familiares

Frequentemente, o beijo era um sinal de afeto e amor, especialmente entre familiares próximos. Pais beijavam filhos, como Isaque beijou Jacó (Gênesis 27:26, 27), e Labão beijou seus filhos e filhas ao se despedir (Gênesis 31:28, 55). Irmãos se beijavam em reencontros, como Jacó e Esaú (Gênesis 33:4) e José e seus irmãos (Gênesis 45:15). Era também um gesto de despedida, como Orfa beijando sua sogra Noemi (Rute 1:14), ou o rei beijando Barzilai (2 Samuel 19:39). O beijo podia selar a reconciliação, como no encontro de Davi com Absalão (2 Samuel 14:33).

Sinal de Respeito e Submissão

Além do afeto, o beijo também demonstrava respeito e homenagem. Em algumas culturas orientais, era costume beijar a mão ou os pés de uma pessoa superior como sinal de reverência ou submissão, como a mulher que beijou os pés de Jesus (Lucas 7:38, 45). Em casos de extrema submissão, até o chão podia ser beijado. Beijar um rei ou ungido era um sinal de lealdade e reconhecimento de sua autoridade (1 Samuel 10:1).

Contexto Religioso

Na igreja cristã primitiva, o beijo era praticado como um “ósculo santo” ou “beijo de caridade”, simbolizando amor fraternal e união entre os crentes (Romanos 16:16; 1 Coríntios 16:20; 2 Coríntios 13:12; 1 Tessalonicenses 5:26; 1 Pedro 5:14). Contudo, o beijo também podia ser um ato de adoração a ídolos, seja beijando a imagem ou a mão em direção a ela, o que era condenado na fé israelita (1 Reis 19:18; Oseias 13:2).

Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897) · Smith's Bible Dictionary (1863), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.

Veja também
AfetoSaudaçãoReconciliaçãoAdoraçãoÓsculo Santo