Mundo01/11/2026

Igrejas da Indonésia querem enviar 30 mil missionários a outras nações até 2033

Aliança criada em 2023 reúne igrejas e agências do país, que tinha cerca de 800 missionários em 2020, e quer que ao menos 20% das congregações se tornem missionárias

Igrejas da Indonésia querem enviar 30 mil missionários a outras nações até 2033
Foto: reprodução / Christian Daily International

Uma coalizão de igrejas e organizações missionárias da Indonésia estabeleceu a meta de ter 30 mil missionários indonésios servindo em outras nações até 2033. O esforço é coordenado pela ALUSIA, a Aliança Indonésia para a Missão Mundial, formada em 2023. Em outubro de 2026, o presidente da aliança, Bambang Budijanto, também secretário-geral da Aliança Evangélica da Ásia, apresentou o plano a pastores da diáspora indonésia em Nova York e na Filadélfia, segundo o Christian Daily International. “Se sonharmos sozinhos, não vai acontecer. Se muitos sonharem juntos, pode acontecer”, disse.

A Indonésia, país de maioria muçulmana, tem cerca de 30 milhões de cristãos, de acordo com Budijanto. Os primeiros missionários chegaram às ilhas Molucas, no leste do arquipélago, em 1534, e o 500º aniversário dessa chegada, em 2034, cai um ano depois da meta. Para o líder, o país tem uma dívida com as nações que lhe trouxeram o evangelho. Em 2020, a Indonésia tinha cerca de 800 missionários, e mais da metade servia comunidades indonésias no exterior. A meta de 30 mil corresponde a cerca de 0,1% dos cristãos do país. “Não é fácil, mas é possível”, afirmou.

A Gereja Blenduk, igreja protestante histórica de Semarang, na ilha de Java, na Indonésia
A Gereja Blenduk, igreja protestante histórica de Semarang, na ilha de Java, na Indonésia Foto: Candramawa99 / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Como missionários são difíceis de contar, a aliança trata o número como aspiração e mede o avanço pela quantidade de igrejas que se tornam missionárias; o objetivo é que pelo menos 20% das igrejas do país atinjam esse padrão. Dados do governo listam cerca de 73 mil templos protestantes reconhecidos, e Budijanto estima que o total chegue a 100 mil, contando congregações em lojas e outros espaços. A ALUSIA propôs cinco indicadores: contribuir para a missão global, enviar pessoas, orar pela missão, formar capacidade com treinamento e colaborar com outras igrejas e organizações.

Budijanto liga o projeto à história de avivamentos do país e ao movimento nacional de oração iniciado em 1991, que hoje mantém oração 24 horas em 534 cidades, nas chamadas torres de oração. Tentativas anteriores de transformar a Indonésia em nação enviadora, como uma iniciativa de 1992 que manteve por dez anos uma escola missionária na Holanda, não vingaram, o que ele atribui à falta de maturidade para trabalhar em conjunto.

Igreja Menara Iman, em Passo, na ilha de Ambon, nas Molucas, região onde chegaram os primeiros missionários em 1534
Igreja Menara Iman, em Passo, na ilha de Ambon, nas Molucas, região onde chegaram os primeiros missionários em 1534 Foto: Zhilal Darma / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Em 2023, Budijanto reuniu líderes de cerca de 14 organizações indonésias com experiência em envio de missionários, que registraram a ALUSIA como associação e fizeram o lançamento nacional em Bali. Em 2026, a aliança passou a realizar conferências regionais em províncias como Java Central e Sumatra do Norte. A entidade se define como catalisadora: ativa as igrejas, conecta-as entre si e com a igreja global e fornece dados e treinamento. Pelo menos outras quatro redes indonésias adotaram a mesma meta, que Budijanto descreve como uma aspiração que não pertence a nenhuma organização, mas à Indonésia.

Com informações de Christian Daily International.

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