Igrejas da Indonésia querem enviar 30 mil missionários a outras nações até 2033
Aliança criada em 2023 reúne igrejas e agências do país, que tinha cerca de 800 missionários em 2020, e quer que ao menos 20% das congregações se tornem missionárias

Uma coalizão de igrejas e organizações missionárias da Indonésia estabeleceu a meta de ter 30 mil missionários indonésios servindo em outras nações até 2033. O esforço é coordenado pela ALUSIA, a Aliança Indonésia para a Missão Mundial, formada em 2023. Em outubro de 2026, o presidente da aliança, Bambang Budijanto, também secretário-geral da Aliança Evangélica da Ásia, apresentou o plano a pastores da diáspora indonésia em Nova York e na Filadélfia, segundo o Christian Daily International. “Se sonharmos sozinhos, não vai acontecer. Se muitos sonharem juntos, pode acontecer”, disse.
A Indonésia, país de maioria muçulmana, tem cerca de 30 milhões de cristãos, de acordo com Budijanto. Os primeiros missionários chegaram às ilhas Molucas, no leste do arquipélago, em 1534, e o 500º aniversário dessa chegada, em 2034, cai um ano depois da meta. Para o líder, o país tem uma dívida com as nações que lhe trouxeram o evangelho. Em 2020, a Indonésia tinha cerca de 800 missionários, e mais da metade servia comunidades indonésias no exterior. A meta de 30 mil corresponde a cerca de 0,1% dos cristãos do país. “Não é fácil, mas é possível”, afirmou.

Como missionários são difíceis de contar, a aliança trata o número como aspiração e mede o avanço pela quantidade de igrejas que se tornam missionárias; o objetivo é que pelo menos 20% das igrejas do país atinjam esse padrão. Dados do governo listam cerca de 73 mil templos protestantes reconhecidos, e Budijanto estima que o total chegue a 100 mil, contando congregações em lojas e outros espaços. A ALUSIA propôs cinco indicadores: contribuir para a missão global, enviar pessoas, orar pela missão, formar capacidade com treinamento e colaborar com outras igrejas e organizações.
Budijanto liga o projeto à história de avivamentos do país e ao movimento nacional de oração iniciado em 1991, que hoje mantém oração 24 horas em 534 cidades, nas chamadas torres de oração. Tentativas anteriores de transformar a Indonésia em nação enviadora, como uma iniciativa de 1992 que manteve por dez anos uma escola missionária na Holanda, não vingaram, o que ele atribui à falta de maturidade para trabalhar em conjunto.

Em 2023, Budijanto reuniu líderes de cerca de 14 organizações indonésias com experiência em envio de missionários, que registraram a ALUSIA como associação e fizeram o lançamento nacional em Bali. Em 2026, a aliança passou a realizar conferências regionais em províncias como Java Central e Sumatra do Norte. A entidade se define como catalisadora: ativa as igrejas, conecta-as entre si e com a igreja global e fornece dados e treinamento. Pelo menos outras quatro redes indonésias adotaram a mesma meta, que Budijanto descreve como uma aspiração que não pertence a nenhuma organização, mas à Indonésia.
Com informações de Christian Daily International.



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