Sinagoga

Gr. sunagoge

A palavra “sinagoga” vem do grego sunagoge, que significa “uma assembleia” ou “congregação”. Embora sua origem exata seja incerta, é provável que edifícios ou tendas para adoração existissem desde tempos antigos, desenvolvendo-se gradualmente. A palavra ‘sinagoga’ aparece em Salmos 74:8, embora com interpretações variadas sobre o que exatamente se referia na época. Alguns estudiosos acreditam que o sistema de culto nas sinagogas foi especialmente reorganizado ou introduzido durante o cativeiro babilônico (Ezequiel 8:1; 14:1), quando os exilados, como os anciãos que se reuniam com Ezequiel, podem ter se encontrado para a leitura da Lei e dos profetas. Após o retorno do cativeiro, o hábito de reuniões para a Lei, como a descrita em Neemias 8:2, levou ao estabelecimento de sinagogas por toda a terra (Esdras 8:15, Neemias 8:2). Nos anos seguintes, com a dispersão dos judeus, eles ergueram sinagogas onde quer que fossem e mantiveram os serviços de adoração (Atos 9:20; 13:5; 17:1; 17:17; 18:4).

Estrutura e Organização

O tamanho e os arranjos internos de uma sinagoga dependiam da riqueza da comunidade e do local de construção. Contudo, havia características comuns: a sinagoga era geralmente construída no ponto mais alto da cidade ou próximo a ela, e sua direção era sempre voltada para Jerusalém. No interior, havia uma arca, um baú que continha os rolos da Lei, localizada na extremidade voltada para Jerusalém, sendo o lugar de honra. Havia também os “primeiros assentos” (Mateus 23:6), reservados para os líderes e pessoas de destaque. Uma plataforma elevada no centro abrigava um púlpito, de onde o leitor ou professor falava, como Esdras (Neemias 8:4, 8). Homens e mulheres eram separados, geralmente por uma divisória ou em galerias distintas.

Em cidades menores, podia haver apenas um rabino. Onde a organização era mais completa, havia um conselho de anciãos, presidido pelo “chefe da sinagoga” (Atos 18:8,17). Outros oficiais incluíam o sheliach, que era o ministro oficiante e principal leitor de orações, e o chazzan, ou “ministro” (Lucas 4:20), que tinha deveres como abrir as portas e preparar o edifício para o serviço.

Culto e Importância

Os serviços da sinagoga, realizados nos mesmos horários do Templo, consistiam em orações fixas, leitura de porções definidas das Escrituras (a Lei e os Profetas) e a exposição das passagens lidas. Jesus e seus discípulos frequentemente ensinavam nas sinagogas (Atos 13:5, 15; 17:2-4, 10, 17; 18:4, 26; 19:8). A sinagoga também servia como tribunal de justiça e escola pública. A frase “ser expulso da sinagoga” (João 9:22; 12:42; 16:2) significava ser excomungado.

O estabelecimento das sinagogas foi crucial para manter viva a esperança de Israel na vinda do Messias e para preparar o caminho para a disseminação do evangelho em outras terras. O culto da Igreja Cristã primitiva foi, em muitos aspectos, modelado a partir do culto da sinagoga.

Verbete da Rádio Aleluia baseado em Easton's Bible Dictionary (1897) · Smith's Bible Dictionary (1863), obras em domínio público, revisado e atualizado pela equipe.

Veja também
TemploAnciãosRabinoExcomunhãoCativeiro Babilônico